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PACARRETE, de Allan Deberton, é selecionado para o 47º Festival de Cinema de Gramado

PACARRETE, DE ALLAN DEBERTON, É SELECIONADO PARA 47º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO

Longa estrelado por Marcélia Cartaxo, aborda questões como a loucura, a permanência do sonho e o drama da velhice de uma bailarina clássica

Dirigido por Allan Deberton, PACARRETE fará sua estreia nacional no 47º Festival de Cinema de Gramado, selecionado para a mostra competitiva. O longa, inspirado em fatos reais, foi filmado na cidade de Russas, Ceará, onde viveu a personagem-protagonista. PACARRETE teve sua estreia internacional no 22th Shanghai International Film Festival (SIFF), Golden Goblet Awards.

O primeiro longa-metragem do diretor Allan Deberton, aborda questões como a loucura, a permanência do sonho e o drama da velhice de uma bailarina clássica, Pacarrete, margarida em francês, como gostava de ser chamada e até hoje é lembrada por todos na cidade. Nascida e criada em Russas, alimentou desde criança o sonho de ser artista e viver a vida na ponta da sapatilha, mesmo sendo de uma cidade conservadora onde mulher nasceu para casar e ter filhos. Mas é em Fortaleza que ela consegue estar nos centros dos palcos como bailarina clássica e se tornar professora de ballet. Com a aposentadoria, a russana retorna para sua cidade natal, onde pretende dar continuidade ao seu trabalho artístico, mas só se depara com desrespeito à sua arte. Pacarrete continua respirando ballet e traduzindo sua vida em sequências de pliés e demi-pliés, à guisa de ribalta, nas calçadas e praças da cidadezinha. Em vez de plateias de admiradores e aplausos, ela se defronta com a troça e o despeito daqueles que cruzam seu caminho. A bailarina de outrora, que acredita ainda ser, transformou-se, na realidade, na "Louca da cidade".

Segundo Deberton, PACARRETE é uma jornada pela mente de sua protagonista e "estabelece um diálogo entre o presente e o passado, a realidade e a utopia. O tom biográfico é atravessado pelo universo fantasioso da personagem que mescla instantes de lucidez e loucura". Para viver essa mulher que fez da aspiração de ser uma bailarina clássica o leitmotiv de sua vida, Deberton convidou a premiada atriz paraibana Marcélia Cartaxo ("A História da Eternidade", "A Hora da Estrela"), sua amiga e colaboradora.

O convite à Marcélia surgiu ainda em 2010, quando a atriz atuou e fez preparação de elenco do primeiro curta-metragem de Allan Deberton "Doce de Coco". Para viver a personagem, Marcélia teve aulas de voz e canto, aprendeu francês e fez aulas de ballet, com a supervisão do coreógrafo Fauller e da bailarina cearense Wilemara Barros.

O elenco principal ainda conta com as atrizes paraibanas Zezita Matos ("Onde Nascem os Fortes") e Soia Lira ("Central do Brasil", "Abril Despedaçado"), o ator baiano João Miguel ("3%", "Estomâgo"), os cearenses Débora Ingrid (A História da Eternidade), Samya de Lavor ("Inferninho", "O último Trago""), Edneia Tutti (Os Olhos de Arthur) e Rodger Rogério (Bacurau), além da participação de atores e atrizes da própria cidade. A preparação do elenco é de Christian Duurvoort.

O filme foi aprovado no Edital Longa BO 2016 do extinto Ministério da Cultura, é incentivado pela ANCINE, BRDE/FSA. O Edital Longa BO Ficção já contemplou 38 filmes de baixo orçamento com recursos financeiros para que estas produções pudessem ser realizadas. A distribuição é da Arthouse.

SINOPSE
Pacarrete é uma bailarina incomum que vive em Russas, no interior do Ceará. Na véspera da festa de 200 anos da cidade, ela decide fazer uma apresentação de dança, como presente, "para o povo". Mas parece que ninguém se importa...

FICHA TÉCNICA
Elenco: Marcélia Cartaxo, Zezita Matos, Soia Lira, João Miguel, Samya de Lavor, Débora Ingrid, Edneia Tutti Quinto e Rodger Rogério
Direção: Allan Deberton
Roteiro: Allan Deberton, André Araújo, Samuel Brasileiro e Natália Maia
Produção Executiva: Allan Deberton e Ariadne Mazzetti
Co-produção: MISTIKA e MIX ESTÚDIOS
Produção: César Teixeira e Clara Bastos
Fotografia: Beto Martins
Som Direto: Márcio Câmara
Direção de Arte: Rodrigo Frota
Figurino: Chris Garrido
Maquiagem: Tayce Vale
Preparação de elenco: Christian Duurvoort
Coreografia: Fauller e Wilemara Barros
Edição de Imagem: Joana Collier
Trilha Sonora: Fred Silveira
Edição de Som: Cauê Custódio e Rodrigo Ferrante
Mixagem: Rodrigo Ferrante

SOBRE O DIRETOR
Allan Deberton é produtor, diretor e roteirista, formado em Cinema na Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Dirigiu os premiados "Doce de Coco" (2010), "O Melhor Amigo" (2013), "Os Olhos de Arthur" (2016), que juntos participaram de mais de 100 festivais nacionais e internacionais e conquistaram 49 prêmios. Em 2015, produziu o longa documentário "Do Outro Lado do Atlântico", de Márcio Câmara e Daniele Ellery, com estreia no Festival de Havana. Em 2017, co-produziu para a EBC a série de TV "Lana & Carol", de Samuel Brasileiro e Natalia Maia (PRODAV 9/15); o longa "Se Arrependimento Matasse", de Lília Moema (PRODECINE 1/15). Co-produziu com a Globo Filmes o telefilme "Baião de Dois". Em 2019, lança seu primeiro longa, "Pacarrete", contemplado no edital FSA/Minc e desenvolve, com seu sócio André Araújo, os longas "O Melhor Amigo", "Doce de Coco", "Feito Pipa" e "Marcélia".

SOBRE MARCÉLIA CARTAXO
Marcélia Cartaxo é atriz consagrada nacional e internacionalmente. Recebeu o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim, com o longa-metragem "A Hora da Estrela" (1985), de Susana Amaral. Atuou em diversos outros filmes, com destaque para "Madame Satã" (2002) e "O Céu de Suely" (2006), de Karim Ainouz, "Baixio das Bestas" (2006), de Claudio Assis, "A História da Eternidade (2014), de Camilo Cavalcante, e em várias novelas e programas de televisão. Além disso, também tem realizado filmes de curta metragem como diretora e roteirista. Em 2015, levou o troféu de Melhor Atriz no Festival de Brasília pelo filme "Big Jato" (2015) , de Cláudio Assis.

SOBRE A DISTRIBUIDORA
A ArtHouse é uma distribuidora dedicada ao cinema de autor que traz em seu catálogo filmes como A Erva do Rato e Educação Sentimental, de Julio Bressane; A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante; Big Jato, de Cláudio Assis; Futuro Junho, de Maria Augusta Ramos; A Família Dionti, de Alan Minas, vencedor do prêmio de público no Festival de Brasília; Introdução à Música do Sangue, de Luiz Carlos Lacerda; Love Film Festival, de Manuela Dias e muitos outros longas-metragens que se destacaram no circuito de festivais dentro e fora do país, como os Festivais de Rotterdam, Locarno, Roma, Festival do Rio e Festival de Brasília.

Os mais recentes lançamentos incluem: O premiado documentário Um Filme de Cinema, de Walter Carvalho; O Beijo no Asfalto, longa de estreia de Murilo Benício; Fevereiros, documentário de Marcio Debellian, estrelado pela cantora Maria Bethânia; Vergel, De Kris Niklison com Camila Morgado, uma coprodução Brasile e Argentina; e Pastor Cláudio, importante documentário sobre as atrocidades da ditadura militar no Brasil, dirigido por Beth Formaggini.

Foto: Luiz Alves

Foto: Luiz Alves

O filme foi aprovado no Edital Longa BO 2016 do extinto Ministério da Cultura, é incentivado pela ANCINE, BRDE/FSA. O Edital Longa BO Ficção já contemplou 38 filmes de baixo orçamento com recursos financeiros para que estas produções pudessem ser realizadas. A distribuição é da Arthouse.

RAIA 4, de Emiliano Cunha, é selecionado para o 47º Festival de Cinema de Gramado

RAIA 4, DE EMILIANO CUNHA, É SELECIONADO PARA O 47º Festival de Cinema de Gramado

Longa de suspense é ambientado no universo da natação competitiva

RAIA 4, escrito e dirigido por Emiliano Cunha (“A Benção”), foi selecionado para a mostra competitiva da 47a edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontece de 16 a 24 de agosto na cidade gaúcha. O filme já foi exibido nos festivais do Panamá, Cartagena das Índias (Colômbia) e Uruguai, além de ter participado da mostra competitiva do 22º Festival de Shanghai.

O longa é um drama, com elementos de suspense ambientado no universo da natação competitiva, e traz no elenco as estreantes Brídia Moni e Kethelen Guadagnini, Fernanda Chicolet ("Demônia") e José Henrique Ligabue ("Legalidade"), entre outros. Na trama, duas adolescentes de temperamentos distintos são unidas pelos conflitos da idade e, principalmente, pelo amor pela natação. As inquietações de Amanda (Brídia Moni) se intensificam e ela acaba buscando refúgio no único local em que se sente plena e segura: embaixo d’água, onde segredos não podem ser ouvidos. "Fui atleta de natação da infância à vida adulta e o filme une minhas duas paixões: o cinema e a natação", resume o diretor Emiliano Cunha, que também assina o roteiro. "É a chance de mostrar ao público um universo fascinante e que me é precioso, e explorar um cinema que é de sensações, trazendo à tela a experiência da natação como é para os esportistas", completa o cineasta porto-alegrense.

RAIA 4 foi rodado entre janeiro e fevereiro de 2018 em locações em Porto Alegre e arredores. As gravações duraram 27 diárias, com um elenco de 40 atores e 200 figurantes. Cunha divide a produção com Davi de Oliveira Pinheiro ("Porto dos Mortos") e Pedro Guindani ("Desvios"), e na equipe técnica estão Valeria Verba e Sheila Marafon (que dividem a direção de arte), Edu Rabin (diretor de fotografia), Vicente Moreno (montagem) e Beto Picasso (diretor de produção).

"A temática esportiva serve de pano de fundo para a história, em paralelo a conflitos humanos, como a relação da protagonista e seu próprio mundo”, explica o diretor. O cineasta buscou entre não atores suas protagonistas e parte do elenco de apoio. O núcleo jovem da trama é egresso de clubes de natação da capital gaúcha. “Eu precisava ter o realismo que o filme pede. E, como é um filme de natação competitiva, a técnica é bem diferente da natação recreativa e era muito importante que isso imprimisse na tela”. A trama aborda temas pertinentes à protagonista de 12 anos, como a transição entre a infância e adolescência, nas relações com seus pais, afetivas e as descobertas da idade. O argumento do filme surgiu em 2013 e passou por diversos laboratórios (Sesc/Senac Novas Histórias, Curitiba Lab, Plataforma Lab, e a Mostra Futuro Brasil do Festival de Brasília) até a sua forma final.

SINOPSE
Amanda é uma nadadora pré-adolescente. Quieta e reservada, encontra, embaixo d’água, um refúgio - lugar onde os segredos não podem ser ouvidos. O conflito com os pais, as pressões do esporte e da fase da vida, tudo parece se acumular no entorno de Amanda. Priscila, uma colega de equipe, acaba se tornando sua rival.


FICHA TÉCNICA
Elenco: Brídia Moni, Kethelen Guadagnini, Arlete Cunha, Fernanda Carvalho Leite, José Henrique Ligabue, Fernanda Chicolet e Rafael Sieg
Roteiro e direção: Emiliano Cunha
Diretor Assistente: Richard Tavares
1º Assistente de Direção: Daniela Strack
Direção de Fotografia: Edu Rabin
Direção de Arte: Sheila Marafon e Valeria Verba
Direção de Produção: Beto Picasso
Produção Executiva: Pedro Guindani
Figurino: Francine Mendes
Maquiagem e Caracterização: Baby Marques
Montagem: Vicente Moreno
Supervisão de Pós-Produção: Daniel Dode
Design Gráfico: Leo Lage
Desenho de Som: Marcos Lopes e Tiago Belo
Trilha Musical Original: Felipe Puperi e Rita Zart
Produção: Davi de Oliveira Pinheiro, Emiliano Cunha e Pedro Guindani


SOBRE O DIRETOR
Formado em Cinema e Mestre em Comunicação, Emiliano Cunha é professor de audiovisual, produtor, roteirista, diretor e sócio na Ausgang. Dirigiu os premiados curtas "O Cão" (2011), "Lobos" (2012), "Tomou café e esperou" (2013), "Sob águas claras e inocentes" (2016), além da série "Horizonte B" (2015) e "A Benção" (em pós-produção). Seu primeiro longa-metragem, "Raia 4" (2019), estreou no FICCI 2019.

SOBRE A AUSGANG
A Ausgang tem em seu catálogo títulos como os longas “Porto dos Mortos” (2011), de Davi de Oliveira Pinheiro, selecionado para mais de 80 festivais ao redor do mundo; “Desvios” (2016), de Pedro Guindani, exibido no Festival de Cine de Bogotá, entre outros; e “Raia 4” (2019), de Emiliano Cunha, seleção oficial do Festival de Shanghai.

SOBRE A BOULEVARD FILMES
A Boulevard Filmes é uma produtora e distribuidora audiovisual que busca o equilíbrio entre projetos autorais e demandas de mercado, focando em estratégias de produção e de distribuição compatíveis com cada projeto, tanto para cinema, quanto para TV e novas mídias. Entre seus lançamentos para as salas de cinema estão os longas “Amor, Plástico e Barulho” (Renata Pinheiro), "A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro" (Leo Garcia, Zeca Brito), "Histórias que nosso cinema (não) contava" (Fernanda Pessoa), “Legalidade” (Zeca Brito), que também será exibido em Gramado, e "Açúcar" (Sergio Oliveira, Renata Pinheiro), este último com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2019.

Foto: Tuane Eggers, Ausgang

Foto: Tuane Eggers, Ausgang

RAIA 4 é produzido pela Ausgang e tem financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual (Ancine/BRDE), por meio do edital Prodecine 05/2015. A distribuição é da Boulevard Filmes, com previsão de lançamento para 2020.

O HOMEM CORDIAL, de Iberê Carvalho, é selecionado para o 47º Festival de Cinema de Gramado

O HOMEM CORDIAL, DE IBERÊ CARVALHO, É SELECIONADO PARA O 47º Festival de Cinema de Gramado

Longa protagonizado por Paulo Miklos retrata uma sociedade polarizada e violenta

Dirigido por Iberê Carvalho, que também assina o roteiro ao lado do uruguaio Pablo Stoll (Wisky, 2003), O HOMEM CORDIAL fará sua estreia nos cinemas brasileiros no 47º Festival de Cinema de Gramado, para o qual foi selecionado na mostra competitiva.   

O longa é um thriller psicológico, no qual o afloramento de uma onda de ódio e intolerância é visto a partir do ponto de vista de Aurélio (Paulo Miklos), um homem de 60 anos, branco, rico e heterossexual, que de sua posição social privilegiada se vê perdido e impotente, sem saber como reagir a essa realidade que se apresenta.  

A ideia inicial para o roteiro surgiu em 2015, quando Carvalho começou a se incomodar com a crescente onda de polarização no país. A partir disso, passou a pesquisar o tema e se deparou com o vídeo de um garoto de dez anos sendo linchado numa manifestação pró impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. “A reação e o ódio das pessoas que o cercaram me chocaram tremendamente e me perguntei o que eu faria se estivesse ali. Foi daí que surgiu a premissa inicial do argumento de O HOMEM CORDIAL”, recorda Carvalho. Depois, o corroteirista Pablo Stoll se uniu ao projeto, chegando ao roteiro final do longa.   

“À época, o Brasil vivia o início de uma polarização política, mas que não se expressava de forma tão violenta e extremista como hoje. Quando filmamos, em meados de 2018, na véspera da eleição, o clima já era outro e esse novo cenário foi incorporado ao universo do filme. Mesmo assim, em setembro de 2018, quando a montadora Nina Galanternick assistiu ao material bruto, ela temeu que as cenas estivessem um pouco exageradas no tom e no seu desenrolar. Três meses depois, ela me confessou que sua percepção sobre as cenas havia mudado completamente, que agora elas lhe pareciam até suaves perto dos episódios de intolerância e violência que vinham acontecendo no Brasil”, conta o diretor. “Estamos vivendo um momento tão estranho e revelador de nossa sociedade que é impossível qualquer ficção ter a pretensão de acompanhar a realidade”, completa.   

Para o protagonista, Carvalho precisava de um ator que tivesse carisma e ao mesmo tempo agressividade, que tivesse quase 60 anos, mas com espírito jovem, e logo que o personagem principal, Aurélio, foi desenhado, pensou em Paulo Miklos. “Ele era perfeito para o papel. Claro que o fato de sua experiência em uma das maiores bandas de rock do Brasil era um fator excepcional, já que o roteiro previa uma cena de show, mas a escolha foi principalmente por seu trabalho em O Invasor, que é umas das referências estéticas do filme”.  

O diretor conta que foi um privilégio trabalhar com Miklos, que já possui 20 anos de experiência como ator, e que o ponto principal foi buscar as divergências entre o personagem e o intérprete, já que as convergências eram nítidas e poderiam se tornar uma armadilha no processo. “O trabalho de preparação de elenco da Amanda Gabriel (Aquarius, Bacurau) foi fundamental para encontrar uma unidade entre todo o elenco”.  

Trabalhando ao lado dos produtores de elenco Guilherme Angelim e Alice Wolfenson, os demais personagens foram ganhando seus intérpretes. “Thaíde foi das apostas que fiz que mais me orgulho. Uma potência incrível diante da tela. Dandara de Morais eu tinha visto em Ventos de Agosto, do Gabriel Mascaro, e quando a conheci pessoalmente surgiu uma vontade de trabalhar junto”, conta Carvalho.  O filme conta, ainda, com atores e atrizes de Brasília e paulistas no elenco, como Thalles Cabral (Yonlu), Bruno Torres (Somos Tão Jovens), Theo Werneck (Que Horas Ela Volta), Murilo Grossi (Linha de Passe, Batismo de Sangue), Fernanda Rocha ( O Último Cine Drive-in), Felipe Kenji (Boas Maneiras) e com a participação da rapper Mc Sofia.   

A cidade de São Paulo, onde O HOMEM CORDIAL foi rodado, também é uma personagem do filme. A opção do diretor pela capital foi devido ao cenário urbano de uma grande metrópole que simboliza o desenvolvimento. Incorporá-la ao longa pelo olhar ‘estrangeiro’ foi um desafio, “mas conseguimos trazer um olhar fresco da cidade”, finaliza.  

O longa tem fotografia de Pablo Baião, vencedor do Kikito de Melhor Fotografia no último Festival de Gramado por Simonal, e Maíra Carvalho, ganhadora do Kikito de Melhor Direção de Arte em 2015 por O Último Cine Drive-in, assina a arte.  

Com montagem de Nina Galanternick, som de Daniel Turini, Fernando Henna e Henrique Chiurciu, som direto de Marcos Manna, figurino de Eduardo Barón e Vinicius Couto e maquiagem por Vanessa Barone, O HOMEM CORDIAL é produzido por Maíra Carvalho, Rodrigo Sarti Werthein, Rune Tavares e Iberê Carvalho, numa coprodução Quartinho Direções Artísticas, Acere, Momento Filmes e Pavirada Filmes. A distribuição nacional é da O2 Play e a representação internacional da Media Luna Films.

SINOPSE
Aurélio é vocalista de uma famosa banda de rock que fez muito sucesso até o final dos anos 90. Na noite de retorno de sua banda aos palcos, viraliza na internet um vídeo que o envolve na morte de um policial militar. Ninguém sabe o que de fato aconteceu, mas o astro passa a ser alvo de grupos radicais. Aurélio, então, se vê inserido em uma tensa e violenta jornada pelas ruas de São Paulo. Durante uma única noite, encontrará figuras importantes de sua carreira e Helena, uma jovem jornalista determinada a descobrir o que realmente aconteceu.

FICHA TÉCNICA
Direção: Iberê Carvalho
Roteiro: Pablo Stoll e Iberê Carvalho
Produção: Quartinho Direções Artísticas, Pavirada Filmes, Acere e Momento Filmes
Produtores: Maíra Carvalho, Rodrigo Sarti Werthein, Rune Tavares e Iberê Carvalho
Produção Executiva: Rune Tavares, Camila Ciolim e Rodrigo Sarti Werthein
Fotografia: Pablo Baião
Direção de Arte: Maíra Carvalho
Som: Daniel Turini, Fernando Henna e Henrique Chiurciu
Montagem: Nina Galanternick
Som direto: Marcos Manna
Figurino: Eduardo Barón e Vinicius Couto
Maquiagem: Vanessa Barone
Elenco: Paulo Miklos, Thaíde, Dandara de Morais, Thalles Cabral, Theo Werneck, Fernanda Rocha, Bruno Torres, Murilo Grossi, Mauro Shames, Felipe Kenji, Tamirys O’Hanna e André Deca
País: Brasil
Ano: 2019
Duração: 83 min.

SOBRE O DIRETOR
“O Homem Cordial” é o segundo longa-metragem do premiado diretor Iberê Carvalho. “O Último Cine Drive-in” (2015) foi eleito melhor filme brasileiro do ano pela Folha de São Paulo. Entre outros, recebeu os prêmios de Melhor Filme no 18º Punta del Este International Film Festival, Prêmio da Crítica de Melhor Filme no 43º Festival Internacional de Gramado, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Direção de Arte. Melhor Filme pelo Público do Festival Cine Las Americas, no Texas. Também participou dos festivais de Chicago, Beijing e Marselle. Como curta-metragista recebeu o prêmio de Melhor Curta no 31º Festival del Nuevo Cine Latinoamericano de Havana e o prêmio Cartoon Network de melhor Curta Infantil no Prix Jeunesse Latino-Americano.

A PRODUÇÃO
O filme é uma coprodução entre a Quartinho Direções Artísticas, Acere, Pavirada Filmes e Momento Filmes. É fruto de uma parceria de 15 anos entre estas produtoras que juntas somam dezenas de filmes de ficção e documentários. Suas obras foram exibidas nos festivais de Toulouse, Paris, Tóquio, Amsterdam, Hawaii, Atenas, Bruxelas, Los Angeles, Seattle, Houston, Montevideo, Havana, Mazatlan, Caracas, Barcelona, Valência, San Sebastian, Londres, Bilbao, Lisboa, entre outros.
Entre suas recentes produções destacam-se “Entre Idas e Vindas”, de José Eduardo Belmonte; “A Sombra do Pai”, de Gabriela Amaral Almeida, coproduzido pela RTFeatures; o documentário “Mobília em Casa-Móveis Coloniais de Acaju e a Cidade”, de José Eduardo Belmonte; “O Fim e os Meios”, de Murilo Salles; e“ O Último CineDrive-In”, de Iberê Carvalho. Entre seus futuros projetos destacam-se “Quase Deserto”, de José Eduardo Belmonte, e “A Fúria", de Ruy Guerra.

SOBRE A DISTRIBUIDORA

A O2 Play é dirigida por Igor Kupstas sob a tutela de Paulo Morelli, sócio da O2 Filmes, e faz parte do grupo O2, que tem como sócios também o cineasta Fernando Meirelles e a produtora Andrea Barata Ribeiro. Em atividade desde 2013, a O2 Play se diferencia das demais distribuidoras por trabalhar além do cinema, TV e vendas internacionais, o VOD (Video on Demand), como uma distribuidora digital. Possui contratos com plataformas como o iTunes, Google Play, Netflix, NOW, Claro Vídeos, Vimeo, ofertando além de conteúdos longa-metragem e seriados também serviços de delivery (Encoding).

A O2 Play lançou em cinema filmes como CIDADE CINZA (2013), com os grafiteiros OsGêmeos, LATITUDES (2014), romance com Alice Braga e Daniel de Oliveira que foi parte de um inovador projeto transmídia, JUNHO - O MÊS QUE ABALOU O BRASIL (2014), documentário da Folha de S. Paulo, primeiro filme a chegar aos cinemas e em VOD na mesma data, A LEI DA ÁGUA (2015), documentário de André D’Elia com produção de Fernando Meirelles, A BRUTA FLOR DO QUERER (2016), vencedor de 2 prêmios em Gramado, UMA NOITE EM SAMPA (2016), de Ugo Giorgetti, PARATODOS, doc sobre atletas paraolímpicos que após carreira elogiada pela críticas nos cinemas foi vendido para o mundo todo na NETFLIX, DO PÓ DA TERRA (2016), doc de Maurício Nahas, PESCADORES DE PÉROLAS (2015), ópera com direção de Fernando Meirelles transmitida ao vivo via satélite do Theatro da Paz para 10 salas de cinema, e ENTRE NÓS (2014), A NOITE DA VIRADA (2014) e ZOOM (2016), estes de produção da O2 Filmes em co-distribuição com a Paris Filmes.

Entre os lançamentos da O2 Play nos cinemas estão o longa-metragem TRAVESSIA, filme com Chico Diaz e Caio Castro, o documentário SEPULTURA ENDURANCE, sobre a banda brasileira de metal, COMEBACK, filme vencedor do prêmio de melhor ator para Nelson Xavier no Festival do Rio 2016 e MALASARTES E O DUELO COM A MORTE, grande produção da O2 Filmes dirigida por Paulo Morelli. Também entram na lista o documentário EXODUS- DE ONDE VIM NÃO EXISTE MAIS, produzido pela O2 e dirigido por Hank Levine e o longa A REPARTIÇÃO DO TEMPO, dirigido por Santiago Dellape. Também distribuiu no segundo semestre de 2018 o longa-metragem CORAÇÃO DE COWBOY dirigido por Gui Pereira em mais de 200 salas de cinema e o premiado documentário SER TÃO VELHO CERRADO dirigido por André D’Elia. Em 2019 no primeiro semestre promoveu o lançamento em formato day and date do filme 45 DIAS SEM VOCÊ do diretor Rafael Gomes. No segundo semestre inicia o programa O2 PLAY DOCS com a exibição de documentários nas principais cidades de todas as regiões brasileiras com sessões em horário nobre. 

A O2 Play é pioneira em curadoria mundial no iTunes com a seção FERNANDO MEIRELLES RECOMENDA. Esta a primeira vez que a loja da Apple convidou um agente externo para sugerir filmes (confira em itunes.com/fmeirelles).

A O2 PLAY realiza a distribuição digital e encoding para dezenas de títulos e séries, além de vendas para TV e mercado internacional. Tivemos oito longas escolhidos pela Apple dentre "Os Melhores Filmes do Ano” entre 2014 e 2016.

Com direção de Iberê Carvalho, o filme "O Homem Cordial" ganha seu primeiro teaser oficial. Sinopse: Depois de um tempo longe dos holofotes, Aurélio (Paulo Miklos) e sua banda de punk rock finalmente se preparam para retornar aos palcos. A apresentação é prejudicada pela disseminação de um vídeo na redes sociais, relacionando o músico ao assassinato de um policial.
Foto: Marcelo Vittorino

Foto: Marcelo Vittorino

O HOMEM CORDIAL é produzido por Maíra Carvalho, Rodrigo Sarti Werthein, Rune Tavares e Iberê Carvalho, numa coprodução Quartinho Direções Artísticas, Acere, Momento Filmes e Pavirada Filmes. A distribuição nacional é da O2 Play e a representação internacional da Media Luna Films.

Filme LEGALIDADE será exibido em sessão especial no 47º Festival de Cinema de Gramado

Filme LEGALIDADE será exibido em sessão especial no 47º Festival de Cinema de Gramado

Exibição faz homenagem ao ator Leo Machado, que interpreta Leonel Brizola, líder da Campanha da Legalidade

 

Filme estreia em circuito comercial dia 12 de setembro

LEGALIDADE, filme de Zeca Brito, será exibido em sessão especial durante o Festival de Cinema de Gramado. Produzido pela Prana Filmes, a obra foi premiada recentemente durante o 42ª Festival Guarnicê de Cinema (São Luís, MA), vencendo nas categorias de Melhor Direção (Zeca Brito), Direção de Arte (Adriana Borba), Fotografia (Bruno Polidoro) e Melhor Ator (Leonardo Machado - in memoriam).  

No longa, Leonardo Machado interpreta uma das mais emblemáticas figuras políticas que o Brasil já teve, Leonel Brizola, que liderou a Campanha da Legalidade, em 1961. O movimento, sem precedentes na história do país, foi uma mobilização civil e de alguns setores militares para garantir a posse do vice-presidente João Goulart após a renúncia do presidente Jânio Quadros, a fim de assegurar que a Constituição Federal fosse respeitada e impedir o golpe militar.   

O Palácio Piratini e a Praça da Matriz em Porto Alegre (RS) são algumas das locações do filme e também são os cenários da história real. Nos porões do Palácio do Governo gaúcho foi montada por Brizola a Rede da Legalidade, que transmitia em ondas curtas, usando os equipamentos da Rádio Guaíba, as informações da resistência para as cidades do interior do RS e para outros Estados, ação que articulou as mobilizações. No filme, em meio ao golpe iminente, uma misteriosa jornalista vivida por Cléo Pires pode mudar os rumos do país. O elenco ainda conta com as presenças de Letícia Sabatella, Fernando Alves Pinto, José Henrique Ligabue, Fábio Rangel e Sapiran Brito.   

A exibição também é uma forma de homenagem ao ator Leo Machado, que morreu precocemente em setembro de 2018, aos 42 anos e foi o apresentador oficial do Festival por oito edições, desde 2010. Também recebeu o Kikito de Melhor Ator pela interpretação do personagem Boni no filme Em teu nome, de Paulo Nascimento, em 2009.   

A sessão acontece fora de competição, no Palácio dos Festivais, dia 18 de agosto, à noite. 

Festival de Cinema de Gramado  
www.festivaldegramado.net  
www.facebook.com/festivaldecinemadegramado  
Twitter: @cinemadegramado  
Instagram: @festivaldecinemadegramado  
YouTube: https://www.youtube.com/festivaldegramado 

Sexto longa de Zeca Brito, LEGALIDADE é uma produção da Prana Filmes, de Luciana Tomasi e tem distribuição Boulevard Filmes.  

SINOPSE  
Em 1961, o governador Leonel Brizola lidera um movimento sem precedentes na história do Brasil: a Legalidade. Lutando pela constituição, mobiliza a população na resistência pela posse do presidente João Goulart. Em meio ao iminente golpe militar, uma misteriosa jornalista pode mudar os rumos do país.  

FICHA TÉCNICA  
Direção: Zeca Brito  
Roteiro: Zeca Brito e Leo Garcia  
Elenco: Cleo Pires, Leonardo Machado, Fernando Alves Pinto, José Henrique Ligabue, Letícia Sabatella, Fábio Rangel, Sapiran Brito  
Produção: Luciana Tomasi  
Direção de Fotografia: Bruno Polidoro  
Direção de Arte: Adriana Borba  
Direção de Produção: Glauco Urbim  
Figurino: Marcia Nascimento  
Maquiagem: Nancy Marignac  
Consultoria de Roteiro: Hilton Lacerda e Anna Carolina Francisco  
Montagem: Alfredo Barros  
Som: Gogó Conteúdo Sonoro  

SOBRE O DIRETOR  

Zeca Brito é graduado em Realização Audiovisual pela Unisinos e Artes Visuais pela UFRGS. Dirigiu, roteirizou curtas e longas-metragens exibidos no Brasil e no exterior. Seu curta “Aos Pés” foi escolhido Melhor Filme Júri Popular no Festin Lisboa 2009, e o longa-metragem O Guri, exibido em festivais de Portugal e Brasil. Em 2015 lançou o longa "Glauco do Brasil” na 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e 10ª Bienal do Mercosul. Em 2016 dirigiu o longa "Em 97 Era Assim", Prêmio de Melhor Direção e Melhor Filme Júri Popular no Festival Cinema dos Sertões (Piauí Brasil), Melhor Direção de Atores na Mostra SESC Brasil, Melhor Filme no The Best Film Fest (Seattle, EUA), Prêmio Especial do Júri no 8th Jagran Film Festival (Índia), seleção oficial no Regina International Film Festival (Regina, Canada), Los Angeles CineFest (Los Angeles, EUA), 51st International Independet Film Festival (Houston, EUA) e Prêmio de Melhor Filme Juvenil Estrangeiro no American Filmatic Arts Awards (Nova York, EUA). Em 2017 dirigiu o documentário "A vida Extra-Ordinaria de Tarso de Castro" exibido no Festival do Rio e 41 Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.   

SOBRE A PRANA FILMES  
 

A Prana Filmes foi criada em 2011 pelas cineastas Luciana Tomasi e Carlos Gerbase. Focada na produção de filmes e séries de televisão, a companhia produziu o curta "Amores Passageiros", dirigido por Augusto Canani, vencedor do prêmio de Melhor Filme Estrangeiro em Los Angeles Short Film Festival, e o longa "Menos que Nada", dirigido por de Carlos Gerbase, indicado como Melhor Roteiro Adaptado no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.  
Além das produções audiovisuais, a produtora gerencia desde 2012 uma sala de cinema na cidade de Porto Alegre e é responsável pelo projeto educacional Primeiro Filme e pelo Festival Primeiro Filme, que já está em sua quarta edição.  

Luciana Tomasi e Carlos Gerbase foram membros da Casa de Cinema de Porto Alegre por mais de 20 anos, participando de vários longas-metragens, curtas-metragens e séries de televisão, ganhando diversos prêmios em festivais internacionais como Berlim, Havana, Nova York, Los Angeles, Hamburgo, Índia, Portugal, Uruguai, entre outros. Os filmes, produzidos por Luciana Tomasi, já renderam impressionantes 200 prêmios nacional e internacionalmente.  

Atualmente, a empresa trabalha na pós-produção do longa-metragem "Legalidade",  de Zeca Brito; e na série de TV "Turma 5B", de Iuli Gerbase; participando em festivais com os filmes "Bio", de Carlos Gerbase, vencedor de 3 prêmios no 45º Festival de Cinema de Gramado (Melhor Filme no Prêmio do Público, Melhor Design de Som e Menção Honrosa para Direção) e "Yonlu", de Hique Montanari , vencedor do Prêmio ABRACCINE - Melhor Filme Brasileiro de Diretor Estreante do 41º Festival Internacional de Cinema de São Paulo, Melhor Filme da Mostra Internacional de Longas, além de receber o Prêmio da Imprensa, no 9º  Festival Internacional de Cinema da Fronteira. A produtora também está em fase de captação de recursos para a série de TV "Todos Morrem no Fim", de Carlos Gerbase, e para o longa-metragem "Jepotá", de Augusto Canani.  

Em 2018, a Prana Filmes produziu, em parceria com a Rainer Cine, o longa “Mudança” de Fabiano de Souza, que está em fase de pós-produção. Também produzimos o curta-metragem “A Pedra”, da diretora Iuli Gerbase, que recentemente participou do 40º Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano em Havana (Cuba), e do 11º Festival Internacional de Cinema de Jaipur (Índia), vencendo a Menção do Júri na Mostra Panorama Internacional. Agora, a Prana Filmes está em fase de pré-produção do longa “A Nuvem Rosa” de Iuli Gerbase e no desenvolvimento de sete roteiros de filmes e séries de TV.  

SOBRE A BOULEVARD FILMES  

A Boulevard Filmes é uma produtora e distribuidora audiovisual que busca o equilíbrio entre projetos autorais e demandas de mercado, focando em estratégias de produção e de distribuição compatíveis com cada projeto, tanto para cinema, quanto para TV e novas mídias. Entre seus lançamentos para as salas de cinema estão os longas “Amor, Plástico e Barulho” (Renata Pinheiro), "Filme Sobre um Bom Fim"(Boca Migotto), "A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro" (Leo Garcia, Zeca Brito), "Histórias que nosso cinema (não) contava" (Fernanda Pessoa) e "Açúcar" (Sergio Oliveira, Renata Pinheiro), esté último com previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2019.  

Foto: Joba Migliorin

Foto: Joba Migliorin

MULHERES PRESENTES NO VI FESTIVAL “TUDO SOBRE MULHERES” DIVULGAM CARTA ABERTA

MULHERES PRESENTES NO VI FESTIVAL “TUDO SOBRE MULHERES” DIVULGAM CARTA ABERTA SOBRE A CONDIÇÃO FEMININA NO MERCADO AUDIO VISUAL
 
Carta propõe políticas e faz contrapondo às ações implementadas recentemente

No ultimo feriado, a Chapada dos Guimarães no Mato Grosso, foi palco de um encontro que por todos os aspectos teve um intuito de união e presença feminina, não apenas por conta dos filmes exibidos na tela central na praça de Chapada, onde foram exibidos 32 curtas, 21 deles dirigidos por mulheres de todo o Brasil, mas através de rodas de conversa, oficina de roteiro e uma convivência intensa que fizeram com que novas ideias, parcerias e consciência se estabelecessem.
 
E foi justamente em uma dessas conversas, em especifico sobre Protagonismo Feminino, com a presença de Debora Ivanov (Diretora da Agência Nacional de Cinema), Cynthia Falcão (Diretora de Programação e Produção da EPC/TVPE), Sara Silveira (Produtora da Dezenove Filmes), Maria Ceiça (Atriz e Produtora), Julia Katharine (realizadora e atriz trans) e Vera Zaverucha (especialista no mercado audiovisual, escritora do livro "Desvendando a Ancine"), que o grupo ali presente decidiu por redigir uma "Carta Aberta" direcionada a Ancine e a todo o mercado audiovisual, para registrar a conversa sobre aquele momento entre filmes e falas, a reflexão sobre o reconhecimento, a identificação, o incentivo e a noção de o quanto a união feminina é importante para que se ocupe espaços e neles se permaneça. 
 

Carta aberta


Após oito anos de hiato, o Festival Tudo Sobre Mulheres retomou suas atividades, promovendo a mesa Protagonismo Feminino no Audiovisual, realizada no dia 8 de setembro de 2018, em Chapada dos Guimarães (MT). Nela estiveram presentes profissionais mulheres de diversas áreas do audiovisual e juntas produzimos esta carta aberta, propondo políticas e contrapondo-nos publicamente às ações implementadas recentemente, as quais contribuem para a manutenção de um sistema excludente, que não representa a diversidade cultural , ambiental, econômica e ecológica do Brasil continental e que não leva em consideração a maioria de sua população, seja indígena, negra, mestiça, além das mulheres trans e travestis.
 
Observamos o seguinte:
 
1 - Sobre o Sistema de pontuação do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).
 
O atual sistema de pontuação exclui as iniciativas de produção cinematográfica destas  comunidades e coletivos de cinema já que estabelece critérios que privilegiam empresas e profissionais já estabelecidos na indústria e com alto desempenho comercial em salas de exibição, ou mesmo participantes de festivais que estas mesmas comunidades não têm acesso.
 
Desta forma, as atividades de produtoras iniciantes, mesmo com obras produzidas em regime de co-produção, são excluídas. Não levando em consideração a trajetória de curtametragistas e o potencial  artístico e inovador dessas obras, nunca teremos chances de alcançar a pontuação necessária.
 
Este sistema desconsidera os dados recentes publicados pela área técnica da  Ancine, que evidenciam a presença majoritária de homens brancos na produção audiovisual, e a marginalização flagrante de mulheres. Além de pontuar diretores já falecidos, e privilegiar produtoras concentradas no eixo RJ/SP evidencia uma política que elitiza, segrega e não contribui para o surgimento, descoberta e amadurecimento de novas realizadoras, nem para a democratização dos recursos públicos. Como exemplo, observamos, analisamos e discutimos o edital Fluxo Contínuo de Cinema, que publicou recentemente a pontuação das produtoras registradas na Ancine,  aptas para captar recursos do FSA. No próprio edital de concurso para produção de longas, onde pareceu terem sido utilizados estes critérios, já percebemos claramente as exclusões.
 
2 - Sobre a necessidade de Políticas Afirmativas
 
Com a implementação de cotas em todos os editais do FSA, inclusive no edital de fluxo contínuo para produção de cinema, onde privilegia-se a quantidade de obras lançadas, e o desempenho comercial dessas obras, entendemos que as políticas afirmativas ainda não são suficientes ou mesmo capazes de diminuir as assimetrias existentes. Tendo em vista a comprovada desigualdade de gênero, cor e etnia dentro do setor audiovisual, ressaltada pelos dados publicados pela própria Ancine, constitui-se um edital antidemocrático que não representa os anseios crescentes desses setores da sociedade civil.
Propomos a revisão da metodologia de atribuição de pontuação, e a implementação de um sistema de cotas que considere o desempenho pregresso de produtores iniciantes, como expressão de sua região, onde se acrescenta o potencial da própria linguagem cinematográfica. Desse modo, não se restringindo apenas à trajetória comercial dos filmes, mas também, considerando a contabilização de plateia em diversas plataformas, tais como: internet e redes sociais, cineclubes, festivais, etc.
 
3- Sobre a implementação de Políticas Inclusivas e Formativas
 
Que considerem a representatividade feminina, com a participação efetiva de mulheres no comitê gestor e no comitê de investimentos do FSA, assim como nas comissões de seleção de todos os editais com recursos públicos em que haja presença de pessoas do setor audiovisual.
Propomos desta forma a implementação de ações formativas que valorizem a capacitação de mulheres em åreas técnicas do audiovisual como cargos de autoria, direção, direção  de fotografia, técnica de som, montagem e gestão.
 
4 - Sobre o mercado cinematográfico no país
 
Foram apresentados alguns dados resultantes do Levantamento da Agência Nacional de Cinema- ANCINE tendo como base os 142 longas-metragens brasileiros lançados comercialmente em salas de exibição no ano de 2016. Segundo o qual,  são dos homens brancos a direção de 75,4% dos longas. As mulheres brancas assinam a direção de 19,7% dos filmes, enquanto apenas 2,1% foram dirigidos por homens negros. Nenhum filme em 2016 foi dirigido ou roteirizado por uma mulher negra.
 
Diante do exposto, requeremos imediata revisão nos critérios de pontuação e seleção, tendo por princípio normativo a equidade de gênero, étnico-racial e regional. Tal manifestação pauta-se nas lutas históricas protagonizadas pelas mulheres em sua diversidade e manifestamente publicizadas nos diferentes contextos sociais e políticos - nacional e internacional.
 
Assinam:
Keyci Martins (produtora, diretora MA)
Júlia Morim (diretora, PE)
Glória Albues (roteirista, diretora MT)
Marta Catunda (consultora, escritora,MT)
Regina Belfort (produtora, diretora Eco Turismo Cultural em Chapada dos Guimarães)
Marla Silveira (produtora e documentarista, São Luís/MA)
Maria Fernanda Miranda (pesquisadora em dança, vídeo dança, Goiânia Goiás/Campinas São Paulo)
Giulia Kochmanski Prati (montadora e animadora, São Paulo - SP)
Cecilia Barroso (crítica de cinema, Brasília/DF)
Elaíze Farias (jornalista e cofundadora da agência Amazônia Real)
Danielle Bertolini (Diretora do Tudo Sobre Mulheres)
Isabela Ferreira (Diretora e Produtora - MT)
Clara Lazarim (Diretora, Montadora e Assistente de direção São Paulo/SP)
Maria Ceiça de Paula (Atriz e Realizadora – RJ)
Sara Silveira (Produtora Dezenove Filmes – SP)
Vera Zaverucha (Gestora e Consultora Audiovisual – RJ)
Julia Katharine (Atriz e Realizadora – SP)
Francieska Dinarte (Produtora – MT)
 

https://secure.avaaz.org/po/petition/Ministro_da_Cultura_Presidente_da_Ancine_Comite_Gestor_do_FSA_Carta_Aberta_Tudo_Sobre_Mulheres_2018/?rc=fb&utm_source=sharetools&utm_medium=facebook&utm_campaign=petition-574675-Ministro_da_Cultura_Presidente_da_Ancine_Comite_Gestor_do_FSA_Carta_Aberta_Tudo_Sobre_Mulheres_2018&utm_term=iOwunb+po

 
Festival, DestaqueSinny Assessoria
VI FESTIVAL ‘TUDO SOBRE MULHERES’ DIVULGA PROGRAMAÇÃO OFICIAL

O evento será composto por shows, rodas de conversa, espetáculo de dança, além dos filmes que compõem o festival

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Foi divulgada a programação oficial do “VI FESTIVAL TUDO SOBRE MULHERES”, que ocorre entre 5 e 9 de setembro, em Chapada dos Guimarães (MT). Além da exibição de obras audiovisuais na Mostra Competitiva, o festival também oferece apresentações de música, teatro, dança, rodas de conversa, Mesa sobre Protagonismo Feminino no audiovisual e oficina de Boneca Abayomi. A programação contará ainda com um curso sobre “Teoria Geral de Séries”, ministrado pela roteirista Julia Priolli (FOX Brasil).
 
O nome “Tudo Sobre Mulheres” foi inspirado pelo filme Tudo Sobre Minha Mãe, de Pedro Almodóvar, cineasta que sabe como poucos retratar o universo das mulheres em sua filmografia. O principal objetivo do evento é estimular a produção audiovisual que aborde a questão feminina, não importando o sexo dos realizadores. “TUDO SOBRE MULHERES” ainda contribui com a urgente necessidade de descentralização da produção cultural, ao sair do eixo Rio-São Paulo e levar o cinema para o interior do Brasil, Chapada dos Guimarães – patrimônio ambiental da humanidade. Além da exibição de obras audiovisuais na Mostra Competitiva, o festival também oferece apresentações de companhias de teatro, shows, lançamento de livros, feira de artesanato, dança e exposição de artistas locais.
 
Fazendo juz ao nome, o festival contribui para o protagonismo feminino no audiovisual. Para se sobressair ainda mais, haverá rodas de conversas voltadas ao universo feminino e mesas sobre as mulheres no mercado de trabalho. Além disso, “TUDO SOBRE MULHERES” homenageia Sara Silveira, produtora dos longas “As Boas Maneiras”, “Mãe Só Há Uma”, “Ó Paí, Ó” e “Era Uma Vez Eu, Verônica”.
 
.Para Vera Zaverucha, integrante da mesa “Protagonismo Feminino no Audiovisual”, é fundamental colocar esse tema em pauta. “Nós mulheres  temos que queimar sutiãs a cada geração para conseguir algum protagonismo. As mulheres no cinema sempre ocuparam funções de organizar o caos. Tive a sorte de ultrapassar essa barreira, mas tive que insistir muito. Na verdade, acho que o que me trouxe até aqui foi a capacidade de ouvir, discutir, pinçar o importante, usando o que temos de melhor que é nosso olhar e a liderança”, diz.
 
Mais informações no site do festival tudosobremulheres.art.br
 
Quarta-feira (05/09)

20h - Cerimônia de Abertura Festival Pocket Show com Hendson Santana (Tenda Tudo Sobre Mulheres)

Mostra Competitiva

- Um Corpo Feminino (Documentário, 2018, 20 min, RS)
- A Gente Nasce Só de Mãe (Ficção, 18 min, 2017, MT)
- Simbiose (Documentário, 20 min, 2017, PE)
- A Passagem do Cometa (Ficção, 20 min, 2017, SP)
- Impermeável Pavio Curto (Ficção, 20 min,2018, MG)

Quinta-feira (06/09)

14h às 16h - Curso Teoria Geral de Séries, com Julia Priolli (Câmara Municipal de
Chapada)

16h - Roda de conversa: Universo Feminino Transverso com mediação de Coletivos LGBTTI+ e participação de Julia Katherine (Tenda Tudo Sobre Mulheres).
Universo Feminino Transverso irá proporcionar às mulheres trans um espaço para falar sobre os diversos temas que permeiam o universo feminino. Dessa forma, o maior objetivo é ser um espaço de troca, escuta, discussão e acolhimento, proporcionando o empoderamento das mulheres trans.

20h - Mostra Competitiva

- Viajo Sola (Documentário, 8 min, 2017, PR)
- (Ex)posta (Documentário, 11 min, 2018, SP)
- Rio das Lágrimas Secas (Documentário,25 min, 2018, ES)
- Mercadoria (Ficção,15 min, 2017, RJ)
- Silêncio (Documentário,18 min, 2016, SP)
- Meninas (Documentário, 20 min, 2016, SP)

Sexta-feira (07/09)

14h às 16h - Curso Teoria Geral de Séries com Julia Priolli (Câmara Municipal de
Chapada)

16h - Roda de Conversa Terezas: Vozes Negras do Cerrado; com mediação do coletivo
IMUNE (Instituto de Mulheres Negras) e participação de Maria Ceiça (Tenda Tudo Sobre
Mulheres)
A Roda de Conversas Terezas: Vozes Negras do Cerrado é uma realização do Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso (Imune) nascida como um grito de basta aos crescentes casos de racismo e machismo registrados em Mato Grosso contra mulheres negras. O objetivo é discutir sobre as especificidades da opressão histórica a que elas são submetidas. Em todo o país, são vítimas preferenciais da violência, do machismo e do feminicídio. Irá tratar também de seu histórico de lutas e da criminalização de suas iniciativas individuais e coletivas de organização, e sobre políticas públicas necessárias para atender às suas demandas. O encontro contará com a presença de mulheres de religiões de matriz africana, quilombolas e outras lideranças. O nome Terezas é uma homenagem a uma destas jovens negras mato-grossenses, que não se calou perante a violência.

18h - Batalha das Minas (Tenda Tudo Sobre Mulheres)
Mestre de Cerimônia: Pacha Ana
A Batalha das Minas surgiu como uma alternativa às relações de poder e desigualdade de
gênero existentes em uma batalha de rima, mulheres MCs e entusiastas do rap se
emanciparam e criaram a sua própria batalha.

20h - Mostra Competitiva

- Peripatético (Ficção, 15 min, 2017, SP)
- Embaraço (Documentário, 25 min, 2018, SP)
- Braços Vazios (Ficção, 16 min, 2017, ES)
- Tia Ciata (Documentário, 25 min, 2017, RJ)
- Rainha (Ficção, 25 min, 2017, RJ)

22h - Show Fé-Menina com Estela Ceregatti, Jhon Stuart e Bruno Avoglia (Tenda Tudo
Sobre Mulheres)
FÉ-MENINA é um show da cantora e compositora cuiabana Estela Ceregatti – em homenagem às MULHERES. Através de sua voz, Estela ecoa o canto de tantas outras mulheres como ela e sopra o orgulho de ser força da lua e emanação do ventre da mãe terra. No repertório, estão clássicos com a temática “mulher”; canções de Joyce, Tom Jobim, Chico Buarque, Fátima Guedes, Socorro Lira, Patrícia Quinteiro e composições dela, a própria mulher Estela. Além de mergulhar neste universo musical “fé-menino”, Estela perpassa o mundo da literatura, recitando alguns poemas de poetizas locais, como Jade Rainho, Marta Cocco, Luciene Carvalho, bem como poetizas renomadas no Brasil e no mundo.
Músicos: Estela Ceregatti (Voz, percussão e cordas) e Jhon Stuart (Contrabaixo e Piano).
Participação especial: Bruno Avoglia (Clarinete e Clarone).

Meia-Noite - Sessão Competitiva

- Vênus - Filó a Fadinha Lésbica (Animação, 6 min, 2017, MG)
- Divina Luz (Documentário,15 min, 2017, ES)
- Vaca Profana (Ficção,16 min, 2017, SP)
- Kris Bronze (Documentário ,24 min, 2018, GO)
- Bodas de Papel (Ficção, 12 min, 2016, MA)
- Demônia, Melodrama em Três Atos (Ficção,17 min, 2016, SP)

Sábado (08/09)

09h - Mesa: Protagonismo Feminino no Audiovisual com representantes dos filmes e
Débora Ivanov, Sara Silveira, Vera Zaverucha, Maria Ceiça - Mediação: Danielle Bertolini
(Câmara Municipal de Chapada)
As mulheres que atuam no Audiovisual brasileiro, tanto em funções técnico-artísticas, quanto em gestão e representação política, não tem seu protagonismo projetado tanto quanto os homens que atuam nas mesmas atividades. Assim como em outras esferas da sociedade, a participação de mulheres em posição de liderança no Audiovisual é conquistada com muita dificuldade e tem muitas vezes suas vozes controladas, seus empenhos ainda mais observados. Apesar de crescente, a atuação de mulheres em posição de comando no Audiovisual precisa ser reforçada e receber a devida importância como parte de uma política pública que se propõe sustentável e necessariamente equânime nas condições de gênero. É sobre esse tema que as convidadas Debora Ivanov (Diretora da Agência Nacional de Cinema), Cynthia Falcão (Diretora de Programação e Produção da EPC/TVPE), Sara Silveira (Dezenove Filmes), Maria Ceiça (Atriz e Produtora) irão tratar no dia 08 de setembro, das 9h às 12h.. Cola com a gente nessa luta!
 

15h - Encontro das Publicitárias com A - A Mudança é Feminina (Tenda Tudo Sobre
Mulheres)
Mulheres vêm ganhando espaço em todos os segmentos do mercado. Para chegar lá tiveram, independente da área onde atuam, que lutar contra uma série de barreiras, a começar pela desigualdade, seja numérica ou salarial, passando pela cultura do machismo, que ainda impõe às mulheres papéis secundários ou inferiores. É preciso adquirir um novo olhar, um olhar feminino, dotado de mais empatia e sensibilidade. E poder. Porque A Mudança é Feminina.
O Coletivo Publicitárias com A - Um grupo de mulheres profissionais das diversas áreas da Publicidade, reunidas e organizadas há mais de um ano para planejar e desenvolver ações em prol da visibilidade da mulher e da igualdade de direitos no ambiente profissional, a começar pelo networking, com indicações para oportunidades e propostas de trabalho.

16h - Happy hour com banda Fellini (Tenda Tudo Sobre Mulheres)

18h - Mostra Competitiva

- Pés de Anta, Cineastas Munduruku (Documentário, 9 min, 2017, AM)
- Justa Causa (Ficção, 2 min, 2017, BA)
- A Horta (Ficção, 12 min, 2018, SP)
- O Espírito do Bosque (Ficção, 15 min, 2017, SP)
- Mulheres de Linha (Documentário, 10 min, 2017, GO)

20h - Mostra Competitiva

- Filme Catástrofe - Homenagem Sara Silveira (Ficção, 19 min, 2017, SP)
- Mini Miss (Documentário,15 min, 2018, PE)
- Entremarés (Documentário, 20 min, 2018, PE)
- Tetê (Documentário, 25 min, 2018, SP)
- Majur (Documentário, 20 min, 2018, MT)
- Estamos Todos Aqui (Ficção, 19 min, 2017, SP)

Domingo (09/09) 

09h - Oficina de boneca abayomi - Mulheres Bordadeiras (Tenda Tudo Sobre Mulheres)
A ONG NEOM /Bordadeiras da Chapada dos Guimarães, mato-grossense de corpo e alma. O projeto nasceu após uma oficina com o grupo Matizes Dumont, financiado pelo Banco do Brasil para atender municípios de IDH baixo. O projeto desenvolvido pelo NEOM/bordadeiras de Chapada tem como meta ações educativas, não assistencialistas, embasadas na busca de uma sociedade justa, capaz de promover a inclusão social onde o grupo passa ter acesso a diversidade cultural, conhecimento de artistas de outras regiões.
 
SOBRE A BONECA ABAYOMI
Para acalentar seus filhos durante as terríveis viagens a bordo dos tumbeiros – navio de pequeno porte que realizava o transporte de escravos entre África e Brasil – as mães africanas rasgavam retalhos de suas saias e a partir deles criavam pequenas bonecas, feitas de tranças ou nós, que serviam como amuleto de proteção. As bonecas, símbolo de resistência, ficaram conhecidas como Abayomi, termo que significa ‘Encontro precioso’, em Iorubá, uma das maiores etnias do continente africano cuja população habita parte da Nigéria, Benin, Togo e Costa do Marfim.

11h - Show Samba das Cabrochas
Samba das Cabrochas começou no carnaval deste ano, 2018, a convite do Bar e Restaurante Trigória, na sexta e terça de folia, onde todos os sábados acontece, o Samba de Monarquia, das 18 as 23h. Agora, estamos nós, as cabrochas, na Roda de Samba, do Tudo Sobre Mulheres , um festival que celebra o cinema feminino. O Samba das Cabrochas, vai em edição especial, só com as mulheres que cantam e tocam no Samba de Monarquia, e o violonista convidado Marinho Sete Cordas. Nesse encontro, o repertório contempla as músicas compostas e interpretadas por grandes nomes femininos,Carmen Miranda, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Clara Nunes, Leci Brandão, Tereza Cristina , Mariene de Castro e outras tantas. A Roda será com Andrea Rosa (cavaquinho e vocal), Deize Águena (voz), Fatima Campos(voz), Juliane Grisólia (pandeiro e voz), Monica Campos (surdo), Sandra Regina(voz), Sônia Moraes(voz). Ocupar a rua, fazer samba na rua, promover essa cultura, será uma celebração com o público.

17h - Espetáculo Barco do Pepalantus Núcleo - (Tenda Tudo Sobre Mulheres)
Existem momentos que nossos navios afundam, e então nos vemos diante da solidão de nossas escolhas, de nossas histórias. Navegando no mar sem fim, alheios ao tempo-espaço. Somente um barco nos ampara. Nos separa e mesmo assim nos confunde com o mar em sua imensidão de ires e vires. O espetáculo inspira-se nas obras literárias “As Aventuras de Pi” de Yann Martel e “Relato de Um Náufrago” de Gabriel García Márquez. Em paralelo ao nosso cotidiano, as histórias-experiências serão ressignificadas através da dança. O navegar as transformará em náufragas, em Pi, em tigre, em barco, em mar, e o mar as confundirá, sobre suas próprias identidades. “Barco” fala sobre o estar à deriva, o perder o rumo ou perder-se no rumo, o perder-se do tempo, sobre a espera, e dos tormentos da sede, da fome e da solidão. Das vezes que nos reconhecemos fortes, e das vezes que deixamos o barco navegar sozinho.

18h - Grupo de Siriri Flor do Cambambi - (Tenda Tudo Sobre Mulheres)
O Grupo Flor do Cambambi foi criado em 1967 em uma festa de santo realizada na comunidade. Possui esse nome em homenagem ao Morro do Cambambi, distante a 30 km do Distrito, área de muita riqueza geológica e paleontológica que permeiam as lendas locais. Dos grupos mais tradicionais de Chapada dos Guimarães, conserva em seu repertório as músicas regionais do Siriri, além de propor intervenção teatral com bonecos em sua abertura.

19h - Apresentação Teatral INHAMOR com Thereza Helena (Tenda Tudo Sobre Mulheres)
A atriz e performer Thereza Helena se utiliza da preparação de um pão de inhame para narrar o enfrentamento de uma mulher obesa com as convenções sociais do corpo. Manipulando o próprio inhame, os utensílios e os demais ingredientes da receita, dando voz a essa protagonista com sua própria voz, convida os espectadores à mesa, suja a mão e conta a história através de uma coreografia dos elementos cotidianos da cozinha.

20h - Cerimônia de Premiação

Encerramento - Exibição do Longa em Homenagem a Sara Silveira
- As Boas Maneiras (Ficção, 135 min, 2017, SP)
 
Serviço: 
 
VI Tudo Sobre Mulheres - Festival de Cinema Feminino de Chapada dos Guimarães
Data: 5 a 9 de setembro de 2018
Local: Chapada dos Guimarães - Mato Grosso.
tudosobremulheres.art.br

 

 
FestivalSinny Assessoria
VI FESTIVAL ‘TUDO SOBRE MULHERES’ DIVULGA JÚRI

Dentre a comissão julgadora está Julia Katherine, atriz trans e ganhadora do Prêmio Helena Ignez; e Vera Zaverucha, criadora do Observatório de Cinema e Audiovisual

 

VI FESTIVAL TUDO SOBRE MULHERES anunciou a comissão julgadora dos 23 filmes selecionados para o evento que acontecerá de 5 a 9 de setembro, na Chapada dos Guimarães (MT). Além da exibição de obras audiovisuais na Mostra Competitiva, o festival também oferece apresentações de companhias de teatro, shows, lançamento de livros, feira de artesanato, dança e exposição de artistas locais.

O júri é composto por Amauri Tangará, que é roteirista, dramaturgo, cineasta, diretor teatral, preparador de atores, provocador cultural e ator;  Leonardo Esteves, professor do Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Mato Grosso (FCA/UFMT), além de Mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA/UFRJ); e Doutor em Comunicação Social pela PUC-Rio.

Dentre as mulheres, está Julia Katherine, atriz e roteirista trans, que é beneficiária do projeto Transcidadania da Prefeitura do Estado de São Paulo. Em 2000, trabalhou como atriz no filme “Crime delicado” de Beto Brant, participou Mostra de Cinema de Tiradentes com o filme “Lembro Mais dos Corvos”, longa-metragem que estrelou e roteirizou em parceria com o diretor Gustavo Vinagre, e foi a ganhadora da edição deste ano (2018) do Prêmio Helena Ignez.

Outro destaque é Juliana Segóvia, graduada em comunicação e mestre em estudos de cultura contemporânea pela Universidade Federal de Mato Grosso. Dirigiu e roteirizou dois filmes, ”Sob os Pés” e “Kalpa”, que foi premiado com a melhor montagem pela Mostra Sesc de Cinema do ano 2017, recebendo também menção honrosa no 25º Salão Jovem Arte. Trabalha com grupos teatrais, como o in-Próprio Coletivo e EspectroLab. Proprietária da Moiré Filmes, produtora independente que atende o segmento, exercendo funções de direção, roteiro, edição de vídeos, animação, captação e finalização.

A atriz, cantora e apresentadora Maria Ceiça também compõe o júri. Formada pela Escola de Teatro Martins Pena, começou a sua carreira profissional em 1989, na Rede Globo, com a novela Pacto de Sangue. Desde então, atuou em várias novelas pela Rede Globo e pela Rede Record, interpretando personagens que ficaram no inconsciente do público brasileiro e lusófono, tais como a Tuquinha Batista de "Felicidade"ou a Márcia de "Por Amor". Como apresentadora, está desde 1997 na TV Escola. Em 2007, exerceu a função de Superintendente da Igualdade Racial, na Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, está à frente da Produtora Luminis Produções Artísticas.

Por fim, participa da comissão a especialista Vera Zaverucha. Com mais de 30 anos de experiência na área pública, ocupou diferentes cargos nas principais instituições responsáveis pelas políticas públicas para o audiovisual e pelo financiamento do setor cinematográfico no Brasil. Durante os anos de 2002 até 2010, foi assessora-chefe da presidência da ANCINE e superintendente de acompanhamento de mercado, foi a responsável pela proposta e criação da OCA – Observatório do Cinema e do Audiovisual. Em junho de 2011, foi nomeada diretora da ANCINE pela Presidência da República, para um mandato de quatro anos. Desde 2015, têm atuado como consultora, professora e palestrante especialista na regulação do audiovisual.

Com curadoria de Aline Wendpap, Danielle Bertolini e Fernanda Solon, o festival tem como objetivo estimular a produção audiovisual que aborde a questão feminina, não importando o sexo dos realizadores.  “Após um período sem festival, a transformação foi muita – agora os filmes chegam pelas nuvens e não mais em DVD pelos correios, tudo está definitivamente digital, evoluiu. Por outro lado, a questão de gênero também se modificou neste período, e percebo que agora temos muito mais o que reivindicar e lutar – por equidade, por salários compatíveis, contra a violência, o feminicídio, pelo direito de viver nossos corpos e sexualidade como julgarmos que seja o melhor para nós”, afirma Danielle. Não à toa, o nome “Tudo Sobre Mulheres” foi inspirado pelo filme Tudo Sobre Minha Mãe, de Pedro Almodóvar, cineasta que sabe como poucos retratar o universo das mulheres em sua filmografia.

“Tudo Sobre Mulheres” ainda contribui com a urgente necessidade de descentralização da produção cultural, ao sair do eixo Rio-São Paulo e levar o Tudo Sobre Mulheres para o interior do Brasil, Chapada dos Guimarães – patrimônio ambiental da humanidade. Além da exibição de obras audiovisuais na Mostra Competitiva, o festival também oferece apresentações de companhias de teatro, shows, lançamento de livros, feira de artesanato, dança e exposição de artistas locais.

Para se inscrever, basta entrar no site: https://www.sympla.com.br/teoria-geral-de-series-de-julia-priolli__330222

VI Tudo Sobre Mulheres - Festival de Cinema Feminino de Chapada dos Guimarães
Data: 5 a 9 de setembro de 2018
Local: Chapada dos Guimarães - Mato Grosso.
www.tudosobremulheres.art.br

FestivalSinny Assessoria
VI FESTIVAL ‘TUDO SOBRE MULHERES’ DIVULGA LISTA DE SELECIONADOS

Dentre 257 inscritos, foram escolhidos 32 filmes para a programação do festival, que também contará com um curso sobre “Teoria Geral de Séries”

 

Foi divulgada a lista de selecionados para o VI Festival TUDO SOBRE MULHERES, que acontece de 5 a 9 de setermbro na Chapada de Guimarães (MT).  Dentre 257 inscritos em todo o Brasil, foram 32 filmes escolhidos. Como critério, filmes que trazem como temática o universo feminino no centro da narrativa. A programação contará ainda com um curso sobre “Teoria Geral de Séries”, ministrado pela roteirista Julia Priolli (FOX Brasil).
 
A proposta é apresentar os fundamentos da dramaturgia clássica, expondo como ela evolui até as séries de televisão da contemporaneidade. Julia Priolli foi roteirista da série de comédia “Lili, a Ex”, atualmente no ar no canal GNT, além de escrever diversos roteiros de séries que estão em etapa de desenvolvimento ou produção para outros canais Globosat, Fox e Turner.
 
- Estou muito feliz de participar desse festival tão importante para o audiovisual brasileiro. Ele foi concebido muito antes dessa primavera feminista. É muito importante como a curadoria sempre teve essa cabeça à frente do seu tempo. Agora mais do que nunca, ele é muito urgente. Estou preparando este curso sobre a televisão e vou explicar todos os gêneros das séries como também desde os primórdios da TV americana, as primeiras sitcons, até tudo o que a gente tem hoje. Isso vai treinar um pouco o olhar dos alunos para o que a gente assiste e tudo o que tem nas séries que faz elas durarem por tantas temporadas. Vamos falar também das séries feministas porque as mulheres ganharam um protagonismo feminino nos últimos anos – opina a Julia.
 
Com curadoria de Aline Wendpap, Danielle Bertolini e Fernanda Solon, o festival tem como objetivo estimular a produção audiovisual que aborde a questão feminina, não importando o sexo dos realizadores.  “Após um período sem festival, a transformação foi muita – agora os filmes chegam pelas nuvens e não mais em DVD pelos correios, tudo está definitivamente digital, evoluiu. Por outro lado, a questão de gênero também se modificou neste período, e percebo que agora temos muito mais o que reivindicar e lutar – por equidade, por salários compatíveis, contra a violência, o feminicídio, pelo direito de viver nossos corpos e sexualidade como julgarmos que seja o melhor para nós”, afirma Danielle. Não à toa, o nome “Tudo Sobre Mulheres” foi inspirado pelo filme Tudo Sobre Minha Mãe, de Pedro Almodóvar, cineasta que sabe como poucos retratar o universo das mulheres em sua filmografia.
 
“Tudo Sobre Mulheres” ainda contribui com a urgente necessidade de descentralização da produção cultural, ao sair do eixo Rio-São Paulo e levar o Tudo Sobre Mulheres para o interior do Brasil, Chapada dos Guimarães – patrimônio ambiental da humanidade. Além da exibição de obras audiovisuais na Mostra Competitiva, o festival também oferece apresentações de companhias de teatro, shows, lançamento de livros, feira de artesanato, dança e exposição de artistas locais.
 
A categoria melhor filme será premiada pela O2 Play e pela O2 Pós com o encode do curta vencedor e um longa-metragem produzido pela produtora ou diretor(a) ganhador(a) do festival para as plataformas de streaming (NOW*, iTunes, Google Play e Vivo Play). O Prêmio CiaRio ao Melhor Curta Metragem, Média Metragem e Documentário consistirá em locação de equipamentos de Iluminação, acessórios e maquinaria; os premiados nas categorias “Melhor Filme da Região CONNE (Norte, Nordeste e Centro-Oeste)”, “Melhor Filme SP/RJ” e “Melhor filme da Região FAMES (MG, ES, Região Sul)” ganharão serviços de pós-produção pelo Mistika, de som pelo Estúdio MIX e consultoria sobre direitos autorais e contratos;  já a Academia Internacional de Cinema dará o premio da categoria “Melhor Filme Universitário”, que consistirá numa bolsa de estudos no curso de documentário e, por fim, a Elo Company selecionará um curta-metragem para representar comercialmente no âmbito nacional e internacional pelo período de 18 meses.
 
Mais informações no site do festival tudosobremulheres.art.br
 
Veja a lista de selecionados:
 
A Gente Nasce Só de Mãe (MT / fic. / 18 min / 2017)
A Horta (SP / fic. / 12 min / 2018)
A Passagem do Cometa (SP / fic. / 20 min / 2017)
Bodas de Papel (MA / fic. / 12 min / 2016)
Braços Vazios (ES / fic. / 16 min / 2017)
DEMÔNIA - Melodrama em 3 Atos (SP / fic. / 17 min / 2016)
Divina Luz (ES / doc. / 15 min / 2017)
Embaraço (SP / doc. / 25 min / 2018)
Entremarés (PE / doc. / 20 min / 2018)
Estamos Todos Aqui (SP / fic. / 19 min / 2017)
(EX)POSTA (SP / doc. / 11 min / 2018)
Impermeável Pavio Curto (MG / fic. / 20 min / 2018)
Justa Causa (BA / fic. / 2 min / 2017)
Kris Bronze (GO / doc. / 24 min / 2018)
Majur (MT / doc. / 20 min / 2018)
Meninas (SP / doc. / 20 min / 2016)
Mercadoria (RJ/ fic. / 15 min / 2017)
Mini Miss (PE / doc. / 15 min / 2018)
Mulheres de Linha (GO / doc. / 10 min / 2017)
O Espírito do Bosque (SP / fic. / 15 min / 2017)
Peripatético (SP / fic. / 15 min / 2017)
Pés de Anta, As Cineastas Munduruku (AM / doc. / 9 min / 2017)
Rainha (RJ / fic. / 25 min / 2017)
Rio das Lágrimas Secas (ES / doc. / 25 min / 2018)
Silêncio (SP / doc. / 18 min / 2016)
Simbiose (PE / doc. / 20 min / 2017)
Tetê  (SP / doc. / 25 min / 2018)
Tia Ciata (RJ / doc. / 25 min / 2017)
Um Corpo Feminino (RS / doc. / 20 min / 2018)
Vaca Profana (SP / fic. / 16 min / 2017)
Vênus - Filó a fadinha lésbica (MG / anim. / 6 min / 2017)
ViajoSola (PR / doc. / 8 min / 2017)
 
Principais tópicos do curso:
 

1. Premissa: Diferença entre premissa de longa e premissa de série.
2. Conflito Central
3. Universo, Motor e personagem
4. Gêneros das séries:
4.1: DRAMA
- Drama de 1 hora:
High Concept ( Homeland, Um contra Todos, #mechamadebruna. Walking Dead)
Low Concept (Atlanta, Weeds, Californication)
4.2: COMÉDIA
- sitcom clássica : Seinfeld, Prata da Casa,
- sitcom de uma câmera: Sex and the City, 30 rock
- Documentary: The Office, Veep, Parks and Rec, Modern Family
- Desenhos adultos : Os Simpsons, South Park, Bojack Horseman, Bob's Burger, Family Guy
- Desenhos infantis: Bob Esponja, Gumball e Gravity Falls
4.3: Procedurais : dramas jurídicos, médicos e policiais.
-He-man e ThunderCats (O plot surge sempre do antagonista)
5. Estrutura:
-Desmontando os episódios em tramas A, B e C ( A quem pertence cada história?)
-Beats principais (Diferença entre cena e beat)
6. Metodologia: Análise de trechos de episódios e bíblias comerciais.
 
Serviço

VI Tudo Sobre Mulheres - Festival de Cinema Feminino de Chapada dos Guimarães
Data: 5 a 9 de setembro de 2018
Local: Chapada dos Guimarães - Mato Grosso.
www.tudosobremulheres.art.br

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