VI FESTIVAL ‘TUDO SOBRE MULHERES’ DIVULGA JÚRI

Dentre a comissão julgadora está Julia Katherine, atriz trans e ganhadora do Prêmio Helena Ignez; e Vera Zaverucha, criadora do Observatório de Cinema e Audiovisual

 

VI FESTIVAL TUDO SOBRE MULHERES anunciou a comissão julgadora dos 23 filmes selecionados para o evento que acontecerá de 5 a 9 de setembro, na Chapada dos Guimarães (MT). Além da exibição de obras audiovisuais na Mostra Competitiva, o festival também oferece apresentações de companhias de teatro, shows, lançamento de livros, feira de artesanato, dança e exposição de artistas locais.

O júri é composto por Amauri Tangará, que é roteirista, dramaturgo, cineasta, diretor teatral, preparador de atores, provocador cultural e ator;  Leonardo Esteves, professor do Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Mato Grosso (FCA/UFMT), além de Mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA/UFRJ); e Doutor em Comunicação Social pela PUC-Rio.

Dentre as mulheres, está Julia Katherine, atriz e roteirista trans, que é beneficiária do projeto Transcidadania da Prefeitura do Estado de São Paulo. Em 2000, trabalhou como atriz no filme “Crime delicado” de Beto Brant, participou Mostra de Cinema de Tiradentes com o filme “Lembro Mais dos Corvos”, longa-metragem que estrelou e roteirizou em parceria com o diretor Gustavo Vinagre, e foi a ganhadora da edição deste ano (2018) do Prêmio Helena Ignez.

Outro destaque é Juliana Segóvia, graduada em comunicação e mestre em estudos de cultura contemporânea pela Universidade Federal de Mato Grosso. Dirigiu e roteirizou dois filmes, ”Sob os Pés” e “Kalpa”, que foi premiado com a melhor montagem pela Mostra Sesc de Cinema do ano 2017, recebendo também menção honrosa no 25º Salão Jovem Arte. Trabalha com grupos teatrais, como o in-Próprio Coletivo e EspectroLab. Proprietária da Moiré Filmes, produtora independente que atende o segmento, exercendo funções de direção, roteiro, edição de vídeos, animação, captação e finalização.

A atriz, cantora e apresentadora Maria Ceiça também compõe o júri. Formada pela Escola de Teatro Martins Pena, começou a sua carreira profissional em 1989, na Rede Globo, com a novela Pacto de Sangue. Desde então, atuou em várias novelas pela Rede Globo e pela Rede Record, interpretando personagens que ficaram no inconsciente do público brasileiro e lusófono, tais como a Tuquinha Batista de "Felicidade"ou a Márcia de "Por Amor". Como apresentadora, está desde 1997 na TV Escola. Em 2007, exerceu a função de Superintendente da Igualdade Racial, na Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, está à frente da Produtora Luminis Produções Artísticas.

Por fim, participa da comissão a especialista Vera Zaverucha. Com mais de 30 anos de experiência na área pública, ocupou diferentes cargos nas principais instituições responsáveis pelas políticas públicas para o audiovisual e pelo financiamento do setor cinematográfico no Brasil. Durante os anos de 2002 até 2010, foi assessora-chefe da presidência da ANCINE e superintendente de acompanhamento de mercado, foi a responsável pela proposta e criação da OCA – Observatório do Cinema e do Audiovisual. Em junho de 2011, foi nomeada diretora da ANCINE pela Presidência da República, para um mandato de quatro anos. Desde 2015, têm atuado como consultora, professora e palestrante especialista na regulação do audiovisual.

Com curadoria de Aline Wendpap, Danielle Bertolini e Fernanda Solon, o festival tem como objetivo estimular a produção audiovisual que aborde a questão feminina, não importando o sexo dos realizadores.  “Após um período sem festival, a transformação foi muita – agora os filmes chegam pelas nuvens e não mais em DVD pelos correios, tudo está definitivamente digital, evoluiu. Por outro lado, a questão de gênero também se modificou neste período, e percebo que agora temos muito mais o que reivindicar e lutar – por equidade, por salários compatíveis, contra a violência, o feminicídio, pelo direito de viver nossos corpos e sexualidade como julgarmos que seja o melhor para nós”, afirma Danielle. Não à toa, o nome “Tudo Sobre Mulheres” foi inspirado pelo filme Tudo Sobre Minha Mãe, de Pedro Almodóvar, cineasta que sabe como poucos retratar o universo das mulheres em sua filmografia.

“Tudo Sobre Mulheres” ainda contribui com a urgente necessidade de descentralização da produção cultural, ao sair do eixo Rio-São Paulo e levar o Tudo Sobre Mulheres para o interior do Brasil, Chapada dos Guimarães – patrimônio ambiental da humanidade. Além da exibição de obras audiovisuais na Mostra Competitiva, o festival também oferece apresentações de companhias de teatro, shows, lançamento de livros, feira de artesanato, dança e exposição de artistas locais.

Para se inscrever, basta entrar no site: https://www.sympla.com.br/teoria-geral-de-series-de-julia-priolli__330222

VI Tudo Sobre Mulheres - Festival de Cinema Feminino de Chapada dos Guimarães
Data: 5 a 9 de setembro de 2018
Local: Chapada dos Guimarães - Mato Grosso.
www.tudosobremulheres.art.br

Sinny Assessoria